domingo, 6 de dezembro de 2009

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Vontade de gritar, dizer várias coisas, mas treino o silêncio, palavra mais presente no momento. Nas músicas, no vocabulário e na sua eventual prática. Gritar seria bom, também penso em praticar de uma forma saudável, em celebração aos bons acontecimentos, exorcizando os demônios interiores. Treino também uma certa abstinência de música. Sem o ipod que pifou, tudo se tornou mais restrito. Um alerta pro futuro, ao menos. Comecei a ler MAUS, do Art Spiegelman (finalmente). Logo na primeira página, o que rola: seu pai ainda criança patina pela rua com outros amigos ratos, todos judeus. O patim escapa, ele cai e pede ajuda aos amigos que riem dele e seguem adiante. Chega em casa aos prantos e junta-se ao pai, que executa algum trabalho manual e explica o que aconteceu. Seu pai: "Amigos? AMIGOS? Jogue-os todos num quarto sem comida e você vai descobrir o que são amigos." Heavy stuff. Vou lá dar um grito...




sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Distrações


É como sinto tudo às vezes. Como se estivéssemos apenas criando distrações o tempo todo, de forma a não pensar na nossa insignificância como pequenos terráqueos. E parece que quanto mais nos sentimos insignificantes, mais extremistas somos. Isso me faz pensar nos lugares que tenho vivido, onde tenho ido e pra onde almejo ir. Uma lista onde, por enquanto, prevalece São Paulo, Ushuaia, Nagoya e Reykjavik.

sábado, 28 de novembro de 2009

m.adachi - Zumbido



Nunca tão longe eu vim
E agora não penso em voltar
Arruma um canto pra mim

Pois quero ficar
Não tenho mais lugar pra onde ir

As horas caminham pro fim
É tempo de se aventurar
Não encontro pessoas assim

Aonde está?
Não sou mais o mesmo que já fui
Tem mais do lado de cá
Só volto se for pra te visitar

As árvores dançam sem par
Pessoas que falam demais
Zumbido irritante no ar

A me incomodar
Vamos fazer silêncio, por favor

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

m.adachi - Notre Musique



Foi no silêncio da introdução
Que uma luz te destacou, te conheci
Ouviu-se então o som de um violão
Na entrada dos vocais, você sorriu

E o refrão se aproximou, pedi coragem
Agora eu vou, e vamos ver no que vai dar

E lá me vi sozinho, quando cantei essa canção
Bem no meio de um enorme salão
E tudo foi tão repentino, não tive tempo pra falar
Quando virei você já não estava lá

Tudo voou, a terceira parte chegou e você nem percebeu
Uma voz sussurrou e a banda se retirou
Nossa música acabou...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009



The good old days.

Foto do dia


Traquitanas...

domingo, 22 de novembro de 2009








Nossa música

Foi no silêncio antes da introdução que a gente se conheceu.

Na parte instrumental, passei a ouvir vozes que nem existiam.

Quando entraram os vocais, percebi que tinha que fazer algo a respeito.

A estrofe se repetiu por três vezes, o suficiente para tomar coragem.

O refrão se aproximava, o calor aumentava e o corpo tremia.

No ápice da canção, comecei a sentir que podia ser tarde demais.

E veio a estrofe, em três partes, como um déja vu.

Já não faltava coragem, faltava o refrão pra completar o momento.

Quando este veio, passou rápido demais, não consegui cantar junto.

Tudo voou, a terceira parte chegou e você olhava pra outro lado.

Os backing vocals sussurraram um réquiem funesto.

A banda se retirou, nossa música acabou.


(texto extraído do funesto blog Quebrei o Rádio, de 2007)

Enquanto isso


No mesmo ritmo da música em uma pista de dança
guiado pelas luzes, escorado pelos ombros alheios
invadindo, penetrando, espalhando-me ao ar
janelas flutuando e dançando ao redor

Países diversos, a Europa no subúrbio
"The Hub", Escandinávia e o fogo
garçonetes que trabalham com editais
enquanto a vida acontece na Espanha

O relógio que ficou guardado, perdeu a utilidade
bebidas de mão em mão, cigarro escondido como droga
"Where is my mind" às três horas da manhã
tudo de olhos fechados, no ritmo da música


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

my HEAD is a RADIO



Esse aqui é de um tempo atrás, o YouTube tinha bloqueado devido a direitos autorais e me ofereceram agora a possibilidade de voltar com o vídeo com outra trilha. Me deram uma lista tosca e tinha esse Chopin. Mudou tudo, mas enfim...aí está.

my HEAD is a RADIO (2007)

Ficha Técnica:
Direção: Mauricio Adachi
Produção: Celine Jars
Elenco:
Antonio Basílio
Celine Jars
Davi Fernandes
Diego Garcia
Julio Florentino
Nayara Vieira
Tiê Fabiano

m.adachi - O Silêncio


Uma brincadeira numa tarde de feriado. A trilha foi a brincadeira de uma tarde de pré-feriado.



Quem sabe eu ainda encontro o meu lugar
Quem sabe ainda dá pra tentar ser feliz
De encontro ao mar e sumir

Os anos passaram, não foi devagar
Há tempos nem sei o que é conversar
Silêncio bom, pra cantar

Que estou errado
Eu fui errado
Será que dá tempo de voltar?

Estou errado
Eu sou errado
Será que dá tempo de voltar?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Foto do dia


Nós poderíamos estar juntos, como uma família, uma legião, um exército. Ao invés disso, estamos cada vez mais díspares. Aonde vamos parar?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Foto do dia


Cinema insólito...

Claro Curtas 2009


1 ano depois, cá estamos. No Festival Claro Curtas 2008 encaramos a empreitada de um curta que abordasse o tema "Diversidade e Inclusão". Pois o nosso MARGENS, dirigido pelo camarada André Leite faturou o prêmio de Melhor Fotografia.

Agora em 2009 o tema é "Ser Digital". Um grupo de neurônios já foi incubido da tarefa de criar uma história e o prazo é janeiro. Essa foto é de um dos árduos dias de trabalho...

domingo, 15 de novembro de 2009

Foto do dia


As coisas que somos capazes de fazer pra superar obstáculos...

(na foto, Danilo Alves - Le Parkour Brasil, Base Militar em Campinas)