
Vontade de gritar, dizer várias coisas, mas treino o silêncio, palavra mais presente no momento. Nas músicas, no vocabulário e na sua eventual prática. Gritar seria bom, também penso em praticar de uma forma saudável, em celebração aos bons acontecimentos, exorcizando os demônios interiores. Treino também uma certa abstinência de música. Sem o ipod que pifou, tudo se tornou mais restrito. Um alerta pro futuro, ao menos. Comecei a ler MAUS, do Art Spiegelman (finalmente). Logo na primeira página, o que rola: seu pai ainda criança patina pela rua com outros amigos ratos, todos judeus. O patim escapa, ele cai e pede ajuda aos amigos que riem dele e seguem adiante. Chega em casa aos prantos e junta-se ao pai, que executa algum trabalho manual e explica o que aconteceu. Seu pai: "Amigos? AMIGOS? Jogue-os todos num quarto sem comida e você vai descobrir o que são amigos." Heavy stuff. Vou lá dar um grito...










